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Julho Verde 2019

Durante o mês de julho, a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) realiza a campanha de prevenção do câncer de cabeça e pescoço. O objetivo é conscientizar e alertar a população sobre os sintomas da doença e a importância da detecção precoce. Esse tipo de câncer acomete a cavidade oral, nasofaringe, orofaringe, hipofaringe, laringe, cavidade nasal, seios paranasais e glândulas salivares.
 
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a estimativa para o Brasil é de surgirem 43 mil novos casos de câncer de cabeça e pescoço a cada ano. É o segundo mais comum entre os homens, perdendo apenas para o câncer de próstata, e o câncer de tireoide já é o 5º mais frequente em mulheres das regiões sudeste e nordeste.
 
No que diz respeito ao atendimento realizado no Ambulatório e na Radioterapia do Hospital Santa Rita de Cássia – maior complexo oncológico do Espírito Santo – em 2018 foram registrados 147 novos casos de câncer de boca e 75 de laringe.
 
A Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer (Afecc)-Hospital Santa Rita de Cássia (HSRC) reforça a orientação da SBCCP de que o diagnóstico precoce, somado ao tratamento adequado, aumentam as chances de sobrevida, com uma melhor qualidade de vida.

Fique sempre atento aos sintomas, procure o seu médico regularmente e confira a entrevista com o cirurgião Evandro Duccini, chefe do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Afecc-Hospital Santa Rita de Cássia.


PRINCIPAIS SINTOMAS
  • Nódulo persistente no pescoço, principalmente quando não desaparece espontaneamente em até 21 dias.
  • Lesão na boca que não cicatriza espontaneamente em até 21 dias.
  • Rouquidão por mais de três semanas, em especial, em fumantes e consumidores frequentes de bebidas alcoólicas.

PRINCIPAIS FATORES DE RISCO
  • Tabagismo
  • Etilismo
  • Infecção por HPV (Papilomavírus humano, relacionado ao câncer de orofaringe)
 
 
 
FIQUE ATENTO
Entrevista com Dr. Evandro Duccini, chefe do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Afecc-Hospital Santa Rita de Cássia.
 
Afecc-HSRC O câncer de cabeça e pescoço é o segundo mais comum entre os homens, perdendo apenas para o câncer de próstata. O que justifica essa maior incidência no público masculino?
Dr. Evandro Duccini – O câncer de cabeça e pescoço está muito associado ao tabagismo e ao alcoolismo. Apesar das campanhas de alerta sobre as doenças causadas pelo fumo e uso excessivo de bebidas alcoólicas, a associação da bebida com o fumo aumenta muito os casos de câncer de boca e de laringe, por exemplo. A maior incidência em homens é devido ao maior número de pessoas do sexo masculino fazendo uso de álcool e fumo. Mas existe um novo fator que vem provocando esse aumento, o HPV.
 
Afecc-HSRC Por que?
Dr. Evandro Duccini – Assim como no colo de útero, o HPV (Vírus do Papuloma Humano) leva a mutações genéticas nas mucosas e o sexo oral com múltiplos parceiros já se tornou fator de risco para o câncer da orofaringe (garganta). Estudos do departamento que cuida dos aspectos epidemiológicos das doenças nos Estados Unidos indicam que, no ano que vem (2020), nos Estados Unidos, o câncer de orofaringe em homens, causado pelo HPV, será mais prevalente do que o de câncer de colo de útero. A vacina contra o HPV é a melhor prevenção e, por esse motivo, é recomendada também para meninos.
 
Afecc-HSRC Qual o tratamento mais indicado para o câncer de cabeça e pescoço?
Dr. Evandro Duccini – Depende da localização do tumor e os cuidados não se resumem a um único tratamento. Os principais são: cirurgia, radioterapia, quimioterapia e, em alguns casos, a combinação deles.
 
Afecc-HSRC Quais as chances de cura? E de reincidência?
Dr. Evandro Duccini – O diagnóstico precoce é o fator mais importante para a cura, por isso a campanha Julho Verde. O câncer na região da cabeça e pescoço, se identificado ainda no início, apresenta uma sobrevida superior a 80% e a possibilidade de reincidência é baixa. Quando o diagnóstico é tardio, as chances de cura caem.
 
Afecc-HSRC Quais as sequelas?
Dr. Evandro Duccini – Deformidades na região do rosto, perda das cordas vocais, dificuldade de deglutição (engolir) são algumas das mais severas. Mas sempre procuramos proporcionar o melhor resultado com cirurgias reparadoras, implante de próteses e exercício fonatórios que ajudam muito na recuperação, por exemplo, da voz. Aqui na Afecc-Hospital Santa Rita de Cássia, trabalhamos em equipe multiprofissional, com médicos, enfermeiros, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais, enfim, um grupo bem diversificado de profissionais que fazem toda a diferença para a boa e rápida recuperação do paciente.
 
Afecc-HSRC – Cite alguns sintomas da doença que podem servir de alerta para a população.
Dr. Evandro Duccini – Ferida na boca que não cicatriza, rouquidão por mais de quinze dias, dificuldade e dor ao engolir por mais de duas semanas, caroço no pescoço. Ao sinal de qualquer um desses sintomas, a orientação é procurar um médico o quanto antes.

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